terça-feira, 25 de agosto de 2009

Preciosidades do vestir masculino

As pessoas sempre justificam a falta de frescor no guarda-roupa masculino pelo fato do homem ser mais clássico e menos ousado. Um discurso chato, sem muito a dizer e a legitimar. Se observarmos os homens modernos veremos as diferenças entre ter estilo e, simplesmente, se vestir. Veremos que as sutilezas falam mais que a extravagância e comunicam a essência de quem veste.


Selecionei algumas imagens do The Sartorialist para observarmos como se vestir com criatividade e sair da mesmice que impera!

Cores forte, assessórios bacanas e modelagens desconstruídas:


Silhueta ajustada e comprimentos menores [navy contemporâneo]:


ousaDIA: paletó + short + sapato [coordenação de cores interessante gravata + sapato + paletó]


Criatividade: proporção e estampas coordenadas:


Vanguardistas: exercício de proporção de formas, cores e estampas:

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Uma ode ao TWITTER!



Eis que, depois de um mês, volto a escrever... Tanta coisa acontece em um dia, quiçá trinta dias. Apesar do excesso de fatos e acontecimentos, nenhum me estimulou a escrever, a expor minha sincera e humilde opinião. Neste período ausente, do blog e de mim, pensei muito sobre o poder da internet e da blogsfera, enquanto um veículo opinativo e espaço aberto para a manifestação dos mais loucos anseios. Me toca o fato de cada dia mais surgirem blogs informativos, quando as pessoas correm por novas notícias, num furor de jornalismo online.

Não tenho mais paciência para ler se a tacha está em alta, se o make será flúor, se o nude vai desnudar as cores e assumir o posto de queridinho da estação. Um bem sonoro NO NO NO da Amy para isso! Não me falem das tendências pois vejo como uma ausência do pensamento! Vamos falar do tempo: do homem que foi a lua, da crise do neoliberalismo, do Twitter. Desta maneira falaremos do e dialogaremos com o tempo. Veremos que para o flúor chegar ao make, foi necessário pensar na revolução tecnológica ocasionada com a ida do homem a lua e que, 40 anos depois, as pessoas ainda duvidam do fato, mas agradecem aos aparatos desenvolvidos que facilitaram o cotidiano. Uma ODE ao tecno, ao futurismo!

O tempo também nos mostra a necessidade de pensar no neoliberalismo dos anos 70/80 e a crise ocorrida em 2009 por conta da liberdade especulativa do mercado. Antes o estado queria uma economia livre, hoje ele precisa segurar as rédeas da mesma. O desemprego cresce, o poder de compra diminui, o dólar oscila mais que bola de ping-pong numa partida eletrizante. As mulheres no poder precisam ser cada vez mais fortes e austeras, porém sem perder a feminilidade. Então os Balmain, com ombros marcadérrimos, os Prada e as transparências, os minimalistas de Calvin Klein, os nudes de meio mundo de gente!

As pessoas acompanham tudo pela internet, as comunidades virtuais ganham força. Vem à memória fatos como o aniversário de bandas de rock surgidas no fim da "década perdida", com suas tachas e metais. A portabilidade desta música, antes feita por meio do walkman, símbolo da liberdade do homem, perdeu mercado para o cd player, depois para os MP1000. Mas o homem pós moderno não quer ser simbolizado pela contiguidade espacial, mas pela liberdade de pensamento. Se antes era a internet que engatinhava nesta seara, agora é o Twitter que dispensa apresentações e se consolida como o grande comunicador da década e traz consigo uma onda Geek, onde os neonerds fazem a festa com direito a muito flúor, dourado e prateado.

Por isso amo a Moda, por sua capacidade de dialogar com o seu tempo, de comunicar o espírito de uma época!