terça-feira, 19 de maio de 2009

Longa vida a moda brasileira!



Fico muito feliz ao ler as notícias sobre a saída do Amir Slama e a entrada do Herchcovitch na direção criativa da Rosa Chá, vejo uma nova fase da moda brasileira, madura e decidida, capaz de se inserir no círculo global de empresas que trocam de estilista e não tem a sua imagem abalada, nem suas vendas diminuídas.

Sei que é estranho quando um ciclo termina, nós não somos preparados para o fim, o ser humano é empreendedor por natureza, afinal, vencer milhares de espermatozóides para que um óvulo seja fecundado é uma corrida empreendedora [uma oportunidade, uma iniciativa, a aceitação de um risco], quiçá suicida. Pensamos em um modo de vida, num projeto diário de realizações, uma construção de pilares sólidos de sonhos e vontade de ir além, mas nunca prevemos um final.

O término do ciclo do Amir como estilista da Rosa Chá tem um aspecto distinto, uma empresa brasileira que desfila em Nova Iorque, referencial de moda praia internacional, exporta pra vários países, e, agora, consegue alinhar criação com a produção e distribuição, uma ótima fase empresarial. Slama foi magnífico, soube a hora certa de sair do picadeiro e passar a cartola para um substituto a sua altura, sem muita especulação pra saber quem o substituiria, numa sexta-feira quando os ânimos estão voltados para o descanso do fim de semana e não para furos reportagem, e de uma forma elegante, com os envolvidos falando abertamente e num equilíbrio de declarações.

Isso me fez pensar como a moda brasileira está cada vez mais profissional, como dizia a tão celebrada prostituta Bebel, mais PROFISSA! Falo nela para criticar uma fase já vivida, onde tínhamos apenas Clodovil [imagino o trabalho das divindades celestiais em controlá-lo] e Dener [imaginem o encontro dos dois lá! Os querubins ganharam roupitchas novas, numa continuação da eterna disputa pela a agulha de ouro], dois grandes costureiros, sábios na arte do marketing pessoal, com festas exuberantes, farpas atiradas ao vento e muita ostentação. Sem dúvida, a moda brasileira deve agradecer a eles, Dener ganhou da revista francesa Paris Match o título "O homem mais esnobe da América do Sul" e levou o que se produzia em terras tupiniquins para o velho mundo. Eles sabiam como atrair a mídia e as grandes mulheres da sociedade para perto de si.

Nesta disputa entre os dois, a grande vitoriosa é a moda brasileira, que cresce, ganha a atenção do mundo e faz surgir outros estilistas. E nesse percurso, ganha experiência e amadurecimento o bastante para criar marcas e fortalecê-las, como a Rosa Chá e o Herchcovicht, o que propiciou um mercado ávido para desenvolver essas empresas mundialmente, mostrar o que o brasileiro sabe fazer com maestria: criar, inovar, como dizia minha avó: "tirar leite de pedra" como ninguém sabe. É maravilhoso saber que um novo perfume exala no ar, o vento sopra em direção a novas perspectivas, e, apesar das "marolinhas", a moda brasileira segue firme e forte.

Boa sorte Amir! Sei que novos projetos virão, sinto uma brisa fresca, um som bossa nova que se aproxima e traz consigo indícios de novo sucesso!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Olivier Theyskens + Lou Doillon


Que a fashionqueratase é presente no DNA da Lou Doillon todos já sabem, afinal, ela é filha de Jane Birkin [além dos gemidos inspiradores em "Je t'aime moi non plus", tem uma legítima Hermès pra dizer que é sua!] e irmã da Charlotte Gainsbourg [cantora, atriz e musa do Balenciaga]. A cantora-atriz-modelo também desenvolve a linha Heritage para a marca de jeanswear Lee Cooper, despretensiosa e rebelde.

Sua parceria com o mundo fashion não para por aí, já fotografou para campanhas da GAP e da Givenchy e tem o posto de musa do Olivier Theyskens. Recentemente, foram juntos ao baile de gala do MET e, em fevereiro, apareceram em um evento da Sidaction [ONG francesa que apóia pesquisas e campanhas de prevenção a AIDS]. Nas duas festas ela usou vestidos vermelhos Nina Ricci por Theyskens.



Mas todos querem saber: se o Olivier for mesmo para a Halston [se depender da Anna Wintour isso é factum!] ela também usará os maxi-vestidos e macacões com ares setentinha? Ou então, se ele assumir a House of Schiaparelli, ela se renderá ao surrealismo luxuoso? Só nos resta esperar...

SAIA JUSTA: Theyskens comenta o baile do MET



“As festas de hoje são ótimas, mas não se comparam com três dias atrás, quando eu sentei na beira do rio Sena e fumei. Meus cigarros são de uma marca chamada La Paz, que é vagabunda, mas é a que eu sempre compro. E, então, fiz xixi no rio. Foi a melhor coisa que eu fiz a semana toda"
Olivier Theyskens
[o estilista, recém demitido da Nina Ricci, falou
suas impressões sobre o baile de gala do MET ao blog da Hintmag]

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tô na mídia!


Uma constelação desfilou, ontem, no tapete vermelho do baile de gala do Metropolitan Musem of Art, que abriu a exposição "a Model as a Muse", no Costume Institute, em homenagem às modelos. Não faltaram tops em looks maravilhosos e estilistas em montações, nem tanto, modernas.

O que mais me chamou atenção não estava nas galerias de fotos deste ano, e sim, em 2006. Uma foto do braço-perna direita da Ana Wintour, o Andre Leon Talley, numa capa/vestido Balenciaga, recém desfilada na primavera de 2006.
Gente, posso confessar: ADOREI! A montação ficou ótima, pena que ele perdeu a mão nos últimos anos e fica parecedo que, por ter uma mídia a seu favor, deve sair vestindo qualquer loucura de grife. Afinal, a deste ano: "Nossa Senhora dos Fashionistas rogai por nós"!